Pedras Portuguesas

Bruno Veiga

Grafismos em fotografias

Muitas Pedras.

Durante muitos anos tive o prazerde morar de frente para o trabalho de Burle Marx na Avenida Atlântica, na cidade do Rio de Janeiro. Ao londo deste tempo, aqueles desenhos se inseriram no meu cotidiano de forma natural. Acostumei-me com a beleza.

Um dia, no ano de 2007, recebi um telefonema de uma jovem arquiteta chamada Iolanda Teixeira. Ela queiria fazer um livro sobre as calçadas de pedras portuguesas no Rio de Janeiro.

Iolanda e eu fizemos o livro O Rio que eu piso. Em 2010 voltei ao trabalho, agora num projeto da editora Renata Lima que se propunha a contar o caminho das pedras. Fui para Portugal, onde tudo começou. O livro Tapetes de pedra, resultado deste trabalho, narra o longo percurso das pedras pela história.

Com o tempo fui cultivando inconscientemente um novo sonho.

Quem o descobriu e se tornou real foi Luiza Figueira de Mello, que me disse: vai lá e faz o que você sempre quis fazer. Fiz e ela editou Pedras portuguesas, sobre os desenhos de Burle Marx em Copacabana. Trabalhei o trabalho do mestre. Um privilégio. Obrigado, Luiza.

-Bruno Veiga